Degradação ambiental reduz aves migratórias nas Américas

09/05/2001

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Demétrio Weber

Brasília - Populações de aves migratórias, que todo ano cruzam o continente americano do Pólo Norte à Patagônia, estão sofrendo reduções de até 40% por causa da degradação ambiental. Poluição, devastação de áreas naturais e alterações climáticas são apontadas como as causas do fenômeno, segundo a bióloga Inês Nascimento, responsável pela área de Aves Migratórias do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Especialistas dos países por onde os pássaros passam durante o deslocamento estarão reunidos desta quinta-feira a domingo em Virgínia, nos Estados Unidos, para discutir o assunto. A redução dessas populações é um indicador da degradação ambiental, disse Inês, que fará parte da representação brasileira no encontro. É preciso cooperação internacional para enfrentar o problema, pois as aves não conhecem fronteiras políticas. 
Uma das espécies mais ameaçadas é a dos maçaricos-do-papo-vermelho, cuja diminuição pode alcançar 40%. Estimativas apontam que, ao todo, cerca de 2,9 milhões de aves chegam anualmente à América do Sul, vindas da América do Norte. Boa parte delas permanecem no Brasil, em especial no Maranhão, no Pará e no Rio Grande do Sul, onde chegam entre setembro e outubro. Elas costumam retornar ao Hemisfério Norte em maio. 
Entre as causas da migração está a busca de alimentos e melhores condições climáticas para a sobrevivência. Os deslocamentos atingem 20 mil quilômetros e são feitos em aproximadamente quatro semanas, segundo a bióloga do Centro de Pesquisa para a Conservação de Aves Silvestres do Ibama. 
 
 




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