Queimadas ampliam-se na região de Castilho

20/08/2003

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Roberto Franco*
 

 A seca prolongada, aliada a atos criminosos e a falta de estrutura dos órgãos encarregados de fiscalização e prevenção tem causado no município de Castilho e na região, um estrago pouco visto em anos anteriores. Áreas de preservação tem sido queimadas, muitas delas com prejuízos irreversíveis ao meio ambiente e ao desenvolvimento da biodiversidade e podemos afirmar, que caminhamos a passos largos para que a  região administrativa de Araçatuba, continue sendo a mais devastada, conforme informações emitidas pelo Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, sobre a Situação Atual dos Remanescentes da Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo, que utilizando imagens orbitais recentes 2000-2001 e fotografias aéreas, fez a foto interpretação, mapeamento e quantificação das seguintes categorias de vegetação remanescente: mata, capoeira, cerrado, campo, campo cerrado,  várzeas, mangues e restinga.

Em comparação ao levantamento anterior realizado em 1991-1992, a região Administrativa de Araçatuba, teve um decréscimo de 12.612 hectares, dados oficiais( e o extra oficial?), representando uma perca de 16.23%, a maior entre as regiões que perdem sua vegetação natural. Isso é muito ruim e ainda mais perigoso, pois junto com esta vegetação natural, perde-se também as matas ciliares dos rios, córregos e ribeirões. assoreando-os, eliminando-se nascentes e exterminando  parte considerável da fauna, que alem das ações predatórias diretas, como a poluição industrial, a caça, o trafico de animais, vê-se também atingida pela ausência destas vegetações que servem de habitat, abrigo e alimentação.
Mais uma vez lamentamos o descaso do estado para com a Policia Ambiental e outros órgãos encarregados de prevenir,  fiscalizar  e impedir atos criminosos contra nossas áreas de preservação.A Barra do Rio Feio, Parque Estadual do Aguapei, várzeas do bairro Beira Rio, margens das estradas vicinais, áreas de reserva da CESP, Ilha Comprida, reservas particulares  foram ou estão sendo queimados.O que fazer?
Cobrarmos todos nós, Ongs, poderes executivo e legislativo um compromisso sério, responsável e determinante por parte do governo do Estado de São Paulo, que deve oferecer estruturas material e humana, digna aos órgãos de fiscalização e prevenção ou logo estaremos vivenciando o caos e  a desertificação da região prejudicando todo e qualquer projeto de desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Mas dá para mudar, dá para recuperar, pois ainda há vida, só precisamos nos envolvermos mais, exigir mais, cobrar mais, e não ficarmos sentados em teses fúteis, com  discursos e projetos políticos estéreis, esperando a morte chegar.
        
 
*Roberto Franco é secretário-executivo da Econg
 




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