Campanhas, mobilização, educação ambiental e cidadania

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Apoena
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Encontro da rede de ONGs da Mata Atlântica discute a conservação do Bioma
em Campos do Jordão/SP

 

Educação para preservar... 

A exposição de uma mostra de ikebana precedeu o nascimento da Apoena quando a entidade, ainda constituída por um movimento denominado ‘SOS rio Paraná’, expôs no aniversário do município de Presidente Epitácio, em 27 de março de 1988, as flores e plantas que estavam ameaçadas pela construção da usina de Porto Primavera. A iniciativa foi a primeira de uma série histórica de ações e campanhas para chamar a atenção da população sobre os danos ambientais à flora e a fauna que seriam provocados pelo barramento do rio Paraná - o que ocorreria exatos 10 anos depois, em março de 1998, quando se completou o fechamento da primeira fase das comportas da usina, inundando  160 mil hectares de ecossistemas nas divisas dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Sobretudo com a influência e a força da Imprensa, a partir daí foram inúmeras as manifestações, campanhas, mobilizações e denúncias que acabaram culminando, em 5 de junho de 1997, com a cerimônia de despedida da Reserva Florestal da Lagoa São Paulo, um dos marcos históricos de atuação da entidade. 
A Apoena foi a primeira Ong a propor a elaboração dos estudos de impacto ambiental – Eia/Rima da usina, reivindicou o rebaixamento da cota de operação do reservatório, exigiu a construção de escada de peixes e sugeriu a criação de várias unidades de conservação. Noutra frente, a entidade denunciou problemas relacionados à questão do lixo, lançamento de esgoto sem tratamento nos cursos d´água, erosão e assoreamento dos rios, poluição, caça e pesca predatória. Em sua luta, atuando na maior parte das vezes com parcos recursos, os voluntários da Apoena contaram com a imprescindível contribuição de ONGs congêneres,  Ministério Público, empresas da iniciativa privada, universidades e outros segmentos representativos da sociedade.
A entidade continua trabalhando e, entre outras propostas, está lutando pela preservação das  várzeas que escaparam da formação do lago de Porto Primavera, pela instituição do corredor de biodiversidade do Alto Paraná, pela recuperação das RLs e APPs, pela instituição de novas unidades de conservação na Mata Atlântica e Cerrado e pelo fortalecimento da agricultura familiar nos assentamentos de reforma agrária.

 
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 ...Ações para reconstruir

Uma das marcas da Apoena, desde a sua fundação em 1988, foi trabalhar em parceria com outras instituições principalmente ONGs, Organizações Governamentais, Ministério Público, universidades, companhias energéticas, institutos de reforma agrária, movimento social e com empresas da iniciativa privada cuja atividade não comprometa a credibilidade da instituição.
Nos anos 90, teve participação destacada no Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo – Consema onde apresentou reivindicações da comunidade na área ambiental. Em parceria com o Colégio Objetivo de Presidente Prudente, participou do fórum paralelo de Ongs na Eco-92, no rio de Janeiro.
Atualmente, é filiada a Rede de Ongs da Mata Atlântica, a Rede Aqüífero Guarani e mantém representação no Diálogo Florestal para a Mata Atlântica Participa dos comitês das bacias hidrográficas dos rios do Peixe e Aguapeí e Pontal do Paranapanema, bem como é do conselho consultivo da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto. Em 2000, a entidade assinou contrato de cessão de uso para administração da Reserva Florestal do Córrego do Veado, pertencente aos assentamentos Lagoinha, Engenho, Porto Velho e Luís de Moraes, executados pelo Incra, onde já foram plantadas 800 mil mudas de espécies arbóreas nativas da Mata Atlântica de Interior.
 





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