Ecorregião

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NATUREZA FRAGMENTADA Limites da Mata Atlântica mostram remanescentes florestais (verde). A Mata Atlântica do Interior (rosa) e a Floresta de Araucária (azul) são as mais ameaçadas


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O Corredor de Biodiversidade do rio Paraná deve levar em conta processos ecológicos como solo, altitude, bacia hidrográfica, clima e regime de chuvas, segundo conceito ecorregional proposto pelo WWF. Maior rio da Mata Atlântica, o Paraná recebe tributários importantes como os rios Grande e Paranaíba (MG e GO), Tietê, Peixe e Aguapeí (SP), Paranapanema (SP e PR), Tibagi, Ivaí, Piqueri e Iguaçu (PR), Iguatemi, Amambaí, Ivinheima, Verde e Pardo (MS). A água enquanto elemento farto e dispersor de semente e propálogo,  desempenha papel importante na formação do corredor. Apesar de grande lagos artificiais, Itaipu mantém no entorno 60 mil hectares de matas preservadas e Porto Primavera preserva 40 mil hectares de várzeas remanescentes do enchimento do reservatório na atual cota de inundação. Entre os refúgios naturais de vida silvestre das fazendas Flórida e Cisalpina formou-se um corredor de várzeas para o cervo-do-pantanal, tornando-se uma das últimas concentrações da espécie em área de Mata Atlântica no País. 

De acordo com conceituação do Ibama, os corredores ecológicos são grandes extensões de terras que contêm ecossistemas florestais considerados prioritários para a conservação da biodiversidade. Sua função é prevenir ou reduzir a fragmentação das florestas  existentes por meio de uma rede composta por diferentes modalidades de áreas protegidas.  Nos corredores – explica o órgão – unidades de conservação federais, estaduais e municipais são gerenciadas de forma integrada com terras indígenas e áreas particulares, seja de empresas, de pequenos e grandes proprietários ou de comunidades locais, de forma a garantir a sobrevivência das espécies de uma região.
O Corredor Central da Mata Atlântica, que abrange 85 mil km2 entre o sul da Bahia e as regiões norte e centro-serrana do Espírito Santo, tem 95% da sua área em terras particulares.   
 

Limites e áreas núcleos propostos 
 
 
O Corredor de Biodiversidade do rio Paraná insere-se primordialmente em área de domínio da Mata Atlântica do Interior (Floresta Estacional Semidecidual) e apresenta áreas de transição com o Cerrado e zonas úmidas (wetlands), o que vem valendo os esforços da comunidade científica para sua inclusão na Convenção Ramsar para áreas úmidas.
Está limitada no extremo norte pelo eixo da barragem da UHE Engº Souza Dias (Jupiá), entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. À oeste  engloba a foz dos principais afluentes da margem direita do rio Paraná, como os rios Verde, Taquaruçu, Pardo, Ivinhema, Amambaí e Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, e as unidades de conservação de proteção integral RPPN Cisalpina e o Parque Estadual das várzeas do Ivinhema (MS),  que constituirão à oeste nas áreas núcleos do Corredor. À leste, incorpora as foz dos tributários da margem esquerda do rio Paraná, entre os quais, os rios Aguapeí, Peixe, Paranapanema, Ivaí, Piqueri e Iguaçu, nos estados de São Paulo e Paraná e tem como principais unidades de conservação os parques estaduais dos rio Aguapeí, rio do Peixe e Morro do Diabo (SP), a Esec Mico-Leão-Preto (SP), a Esec Caiuá (PR), o Parque Nacional de Ilha Grande (PR MS)e o Parque Nacional de Iguaçu. No extremo sul, o Corredor está limitado ao Parque Estadual do Turvo (RS).  
 
 
Grandes reservatórios 
 
 
Apesar de lagos artificiais, dois grandes reservatórios integram o Corredor Brasileiro de Biodiversidade do rio Paraná: Porto Primavera e Itaipu, mega-emprendimentos concebidos pelo governo militar na década de 70. Rebatizada de UHE Engº Sérgio Motta, Porto Primavera, construída entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, preserva 40 mil hectares de várzeas remanescentes graças ao rebaixamento da cota de inundação proposto pela sociedade civil. Ao contrário da maioria dos reservatórios chamados de fio d´água, na região sul-sudeste, Porto Primavera possui importantes tributários cujos ecossistemas associados à Mata Atlântica se interagem entre si e permitem intensa troca gênica entre fauna e flora presentes principalmente nas matas ciliares e nas recém-criadas unidades de conservação.
Já o lago de Itaipu mantém em seu entorno cerca de 60 mil hectares de matas ciliares em áreas de preservação permanente e tem implementado novos projetos de recuperação ambiental como o do Corredor Santa Maria e o projeto Cultivando Água Boa. 
  





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