Unidades de Conservação

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Laury Cullen Jr


Unidades de Conservação

Rio Paraná e ilha preservada


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Dois parques nacionais, quatro parques estaduais, duas estações ecológicas e duas RPPNs formam o mosaico de unidades de conservação de proteção integral que antecedem a criação do corredor de biodiversidade do rio Paraná. Ei-las:

 

Parque Nacional do Iguaçu

 

Localizado no extremo sudoeste do Paraná, o Parque Nacional do Iguaçu, criado em 10 de janeiro de 1939, com 185.265 hectares, perímetro de 420 quilômetros, abrange os municípios de Foz do Iguaçu, Medianeira, Céu Azul e São Miguel do Iguaçu. Possui relevo suavemente ondulado, com altitudes entre 300 m e 600 m, clima temperado, sem estação seca, com média anual de temperatura entre 18ºC e 20ºC.
As formações vegetais do Parque Nacional do Iguaçu apresentam características da floresta estacional semidecidual e floresta ombrófila  mista que lhe conferem uma das mais ricas florestas do mundo em diversidade de espécies. Entre as espécies vegetais, destacam-se comunidades raras ou em risco de extinção como o pinheiro-do-paraná ou araucária, o jaracatiá, a peroba, a begônia e o feijão-cru. Na porção norte do parque sobressaem-se os pinheirais típicos e, ao longo dos cursos d’água, encontram-se árvores mais baixas, como o branquilho, o açoita-cavalo, a laranjeira-do-mato e o vacum.
A fauna é rica e diversificada em população e em espécies, algumas das quais ameaçadas de extinção. Entre os mamíferos, além dos morcegos, são mais de 40 espécies, como a onça-pintada, a jaguatirica, o macaco-prego, o cateto, o queixada, a mucura-de-quatro-olhos, a anta, o guariba, o cachorro-vinagre, a lontra e a ariranha. De acordo com a publicação Almanaque Brasil Socioambiental, do Instituto Socioambiental (ISA), já foram registradas mais de 340 espécies de aves como o macuco, o socó-boi- escuro, o gavião-de-cabeça-cinza e o gavião-pomba-grande. Muitas, também, são aves migratórias, como o falcão-peregrino, o maçarico-de-perna amarela e a andorinha-do-sul. São conhecidos, ainda, quase 60 espécies de répteis diversos, entre serpentes, lagartos, quelônios e jacarés, 12 de anfíbios, 18 de peixes e cerca de 700 de borboletas, relata a publicação.
Localizado na fronteira com a Argentina e Paraguai e por ser contiguo ao Parque Nacional del Iguazú, criado cinco anos antes na Argentina, o parque brasileiro ganha relevância adicional. Juntos, os parques formam o maior continuum de remanescente de Mata Atlântica de Interior, com 240 mil hectares de floresta preservada e diversidade biológica ainda não totalmente conhecida pela ciência. 
Os ambientalistas do Brasil e da Argentina – e também do Paraguai que possui remanescentes da floresta estacional semi-decidual – lutam pela criação do Corredor de Biodiversidade transfronteiriço, conhecido como Corredor Trinacional ou Corredor Ecológico do Mercosul.
Iguaçu, em português, ou Iguazú, na língua espanhola, significa  “água grande” em guarani.  As cataratas representam um ícone das maravilhas naturais do hemisfério sul e constituem uma das oito mais atraentes quedas d’água do mundo. “A água e a umidade em abundância garantem o frescor da mata nativa que cerca esse trecho do Rio Iguaçu, proporcionando ao visitante a opção de agradáveis caminhadas e a exuberante vida silvestre”, acrescenta o Almanaque Brasil Socioambiental.
Brasileiras e argentinas, as cataratas do Iguaçu ou Iguazu são antes  Patrimônio Natural da Humanidade, conforme foi reconhecida pela Unesco, em 1986. As cataratas são o resultado do mais extenso processo de vulcanismo de fissura do mundo, ocorrido entre 250 milhões e 205 milhões de anos atrás, que propiciou as condições para que as águas fossem escavando lentamente o leito do rio até formar o espetáculo apresentado hoje. São 272 quedas, com até 82 m de altura, formando um gigantesco semicírculo com 2.700 m de extensão, O ponto onde as águas atingem a maior vazão é a conhecida Garganta do Diabo. O volume das águas varia de 300 m3/s a 6.500 m3/s. Estas, ao caírem, produzem uma imensa nuvem de vapor que recobre toda a redondeza, deixando a mata ao redor sempre úmida e exuberante, ensina a publicação.


Parque Nacional de Ilha Grande

 

Localizado nos municípios de Vila Alta, São Jorge do Patrocínio, Altônia e Icaraíma, no oeste do Paraná, e Mundo Novo, Eldorado, Naviraí e Itaquiraí, no sul de Mato Grosso do Sul, o Parque Nacional de Ilha Grande possui 78.875 hectares. Foi criado, em 30 de setembro de 1997, resultado da criatividade das comunidades locais, sociedade civil, universidades, instituto ambiental e Ministério Público Estadual e municípios que integram o Consórcio Intermunicipal para a Conservação do Rio Paraná e Áreas de Influência – Coripa, que recebem ICMS-Ecológico, uma parcela do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços destinado a áreas de proteção ambiental.
Inserido num complexo mosaico de unidades de conservação, essencial para proteger a rica biodiversidade do rio Paraná, o Parque Nacional da Ilha Grande surgiu como uma espécie de reparação pelo fim das Sete Quedas, inundadas pelo lago de Itaipu. Com um perímetro de 242 quilômetros, clima tropical, quente, situa-se em meio a centenas de pequenas ilhas fluviais, habitat dos imponentes felinos neotropiciais e da maior  população do grande cervídeo da América do Sul fora do Pantanal - o Blastocerus dichotomus. 
Revelo plano, terras alagadas e pantanosas, em meio a um arquipélago fluvial formado por cerca de 300 ilhas e ilhotas, lagos e lagoas, é o cenário do último trecho livre de represamento do rio Paraná, um ambiente peculiar e único em todo o planeta. Além do Paraná, a rede hídrica que contribui para a formação do Lago de Itaipu engloba os rios Piquiri e Ivaí, e os ribeirões do Veado, Itaúna, Pacaraí e São João.
Segundo o Almanaque Brasil Socioambiental, a vegetação do Parque é quase toda rasteira, ressaltando preciosidades, como as figueiras, os ingás, os paus-d’alhos, além de epífitas como orquídeas, bromélias, aráceas e piperáceas. A fauna diversificada inclui inúmeras aves como o jaburu, o mutum, o jaó, o colhereiro e o jaçanã. As ilhas e ilhotas são também refúgio de animais de grande porte, como o cervo-do-pantanal, o jacaré-do-papo-amarelo, a onça-pintada, a anta e o tamanduá-bandeira. As suas águas acolhem grande riqueza de peixes, como o jaú, o armado, o dourado e o pacu”, conclui o Almanaque.
 


Parque Estadual das Várzeas do rio Ivinhema

 

Criado, em 1998,  pelo decreto 9.278/98, do governo do Mato Grosso do Sul, o PE das várzeas do Ivinhema ocupa 73.300 hectares constituídos de áreas úmidas, córregos, rios e matas de galeria. Está localizado na foz do rio Ivinhema no rio Paraná onde forma um delta de rica biodiversidade e fauna característica do Pantanal mato-grossense como cervos, jacarés, tamanduás, sucuris tuiuiús, paturis, araras e tucanos. Impressiona pelo pôr-do-sol em meio a colônias de buritis, uma palmeira típica das planícies de inundação do rio Paraná.
O parque foi criado como compensação ambiental do alagamento da usina hidrelétrica de Porto Primavera, tendo sido a primeira unidade de conservação de grande dimensão do Mato Grosso do Sul. O Parque está inserido nos limites da Área de Preservação Ambiental das várzeas e ilhas do rio Paraná, onde corre o último trecho livre daquele rio, em território brasileiro. 


Parque Estadual do Morro do Diabo

 

“Um oásis no meio do deserto”. Esta é a sensação de quem visita o Parque Estadual do Morro do Diabo pela primeira vez. Sensação reforçada quando se sobe até o ponto mais alto do morro, 600 metros acima do nível do mar, e dali se descortina uma imensa mata verde, além do qual só há boi, pasto e cana. O Morro do Diabo, localizado no Pontal do Paranapanema, região de conflito pela posse da terra, e onde a ocupação predatória foi responsável por uma das mais violentas destruições da floresta de que se tem notícia na história do País, é o mais rico remanescente de Mata Atlântica do Interior de São Paulo, uma vegetação que, há menos de 100 anos, cobria de verde todo o Oeste paulista.
Com 33.845 hectares, o Parque mantém características de solo, fauna e flora que se assemelham à sua situação primitiva e aos ecossistemas originais desta porção do Estado de São Paulo. Criada como reserva em 1941, o hoje Parque Estadual abriga cerca de 100 espécies de mamíferos, 300 de aves, 180 de árvores,  48 espécies de orquídeas e quatro de samambaias. É o último habitat, em grande extensão, do mico-leão-preto, primata ameaçado de extinção. No Morro, estão protegidos a onça-pintada, a anta, a queixada e outros mamíferos de grande porte.
Destaca-se por ter a maior reserva de peroba-rosa do Estado e ainda abrigar ipês, cedros, guaritás, jequitibás, jerivás, jatobás, farinhas-secas e outras espécies arbóreas da floresta estacional semidecidual, que se caracteriza por perder parte das folhas durante a estação seca que se prolonga de maio a setembro. 
Esta riqueza de biodiversidade, no entanto, poderia ter desaparecido se não fosse a luta de cientistas e ambientalistas que, nas décadas de 70 e 80, pressionaram o governo pela proteção das florestas da região. Em 4 de junho de 1986, depois que teve parte alagada pela construção de usina hidrelétrica, no rio Paranapanema, foi transformada em Parque Estadual pelo decreto 25.342/86. Já teve cogitado a alteração de seu nome para Parque Estadual das Borboletas, tamanha é a quantidade de espécies, calculada em mais de 350 de todas as cores, formas e tamanhos.
 

Parque Estadual do rio do Peixe

 

A criação do Parque Estadual do rio do Peixe nasceu da mobilização da comunidade regional que havia mais de dez anos reivindicava um ambiente de várzeas para substituição das áreas úmidas suprimidas pela construção das usinas hidrelétricas Três Irmãos, no rio Tietê, e Porto Primavera, no rio Paraná. Atendeu também termo de ajustamento de conduta entre o Ministério Público Estadual, Procuradoria da República, Cesp e Ibama. 
O documento legal de criação da unidade é o decreto 47.095, assinado em 21 de setembro pelo governador de São Paulo.
A área atual é de aproximadamente 7.720 hectares e integra os municípios de Ouro Verde, Dracena, Piquerobi e Presidente Venceslau, no Pontal do Paranapanema. Junto com o Parque Estadual do rio Aguapeí, constitui-se na última área úmida em São Paulo onde ainda sobrevive em vida livre o cervo-do-pantanal. Os ambientalistas da região estão propondo a ampliação do Parque e a implantação de corredores ecológicos que liguem as várzeas às áreas isoladas de Mata Atlântica do entorno.
Além do cervo-do-pantanal, a lista de fauna do parque é grande: onças (pintada e parda), anta, tamanduás (bandeira e mirim), tatus (galinha e bola), mão-pelada, cachorro-do-mato, capivara, ouriço, cotia, preás. 


Parque Estadual do Aguapeí

 

Com 9.043 hectares, o Parque Estadual do rio Aguapeí foi criado em 1998 pelo decreto 43.269/98 com a finalidade de proteção de uma das últimas áreas úmidas em São Paulo. Compreende os municípios de Castilho, Nova Independência, Guaraçaí, São João do Pau d´Álho, Monte Castelo e Junqueirópolis, na região chamada de Nova Alta Paulista.
Reúne um conjunto de características que lembram o Pantanal mato-grossense, com fauna adaptada a ambientes úmidos como anfíbios e répteis e aves paludícolas e aquáticas Junto com o Parque Estadual do rio do Peixe, abriga a última população viável de cervo-do-pantanal no estado de São Paulo e uma das últimas populações da espécie em área de domínio da Mata Atlântica.
Interligado com os cerca de 14 mil hectares de várzeas da desembocadura do rio Aguapeí, onde está sendo criada a RPPN Foz do Aguapeí, forma um corredor de biodiversidade conhecido como ‘pantanal paulista’ pela semelhança ecológica com o Pantanal Mato-grossense. A vegetação caracteriza-se por um mosaico de ambientes adaptados às condições de elevada umidade do solo, solos encharcados ou submetidos a inundações periódicas, com a formação de lagoas e meandros. Isso permite que ocorra alta produtividade orgânica e a formação de rica biomassa vegetal que dá o suporte e mantém o habitat da variada fauna e flora locais.
Além das espécies aquáticas e semi-aquáticas, o Parque é habitat de onça-pintada, onça-parda e jaguatirica, lobo-guará, anta, queixada, cateto, macuco, bugio-preto e macaco-preto, martins, tucanos, pombas, araras, periquitos, papagaios, gaviões, falcões e outras espécies da fauna brasileira.

 

Estação Ecológica do Caiuá

 

Localizada no município paranaense de Diamante do Norte, no noroeste do Estado, a EE do Caiuá possui 1.427 hectares de extensão e abriga uma das amostras mais exuberantes da floresta estacional semidecidual, também denominada de Mata Atlântica de Interior.  A unidade foi criada em 1994, como compensação pela formação do lago da usina hidrelétrica de Rosana, nas margens do rio Paranapanema, na divisa dos estados do Paraná e São Paulo.A Esec do Caiuá protege perobas, jequitibás, jatobás, aroeiras, canelas, ingás, figueiras e  outras espécies da antiga floresta que havia 100 anos recobria de verde todo o noroeste do Paraná. Entre as espécies da fauna desstacam-se a ocorrência de onça-parda, anta, macacos-bugio, tamanduá e uma das araras mais admiradas pela sua imponência e beleza - a arara-vermelha, conhecida cientificamente pelo nome de Ara chloroptera. Por guardar estreita semelhança com a floresta original que cobria a região noroeste do Paraná, a Esec do Caiuá  possui grande potencial para pesquisa científica. A unidade possui centro de visitantes e alojamento para pesquisadores. 


 
Estação Ecológica Mico-Leão-Preto

 

Criada em 16 de julho de 2002 (Decreto s/nº), durante a solenidade de lançamento da Agenda 21 Brasileira, no Palácio do Planalto, a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto tem a finalidade de “proteger e conservar fragmentos de remanescentes de Mata Atlântica que ainda abrigam indivíduos dessa espécie e manter suas condições de habitat. O mico-leão-preto é uma das dez espécies de primatas mais ameaçadas em todo o mundo e só existe no Pontal e em nenhuma outra parte do planeta.
Decreto de 2004, definiu a área exata da unidade – no total são 6.677 hectares divididos em quatro áreas distintas: Santa Maria, Água Sumida, Tucano e Ponte Branca, abrangendo o  território dos municípios de Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha, Marabá Paulista e Presidente Epitácio, no Pontal do Paranapanema, estremo oeste de São Paulo. Além da proteção da floresta, a criação da unidade contribui para o desenvolvimento de pesquisas e para a implantação de projetos de corredores ecológicos que interliguem os fragmentos isolados da região. 
A criação da EE Mico-Leão-Preto é resultado da mobilização da comunidade local e de certa forma uma reparação tardia e parcial da destruição de mais de 200 mil hectares da Grande Reserva do Pontal, uma unidade de conservação criada pelo governo do Estado em 1942 que não sobreviveu ao voraz processo de ocupação verificado nos últimos 100 anos na região.
A estação ecológica protege não só o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) mas também outras espécies da fauna da Mata Atlântica como a onça-pintada (Panthera onca), jaguatirica (Felis pardalis), macuco (Tinamus solitarius), lontra (Lutra longicaudis), anta, veado-campeiro, macaco-bugio e lobo-guará. É bastante significativa à ocorrência de araras, periquitos, tucanos e papagaios, cujos ninhos no entanto são assaltados por colecionadores de aves e contrabandistas de animais. Entre as espécies arbóreas, destacam-se jatobá, peroba-rosa, cedro, pau d´alho, ipês, canelas e palmeiras jerivás, macaúbas e guabirobas.


RPPN Foz do Aguapeí

 

A Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Foz do Aguapeí, em  processo de criação pela Cesp, é uma das mais promissoras unidades de conservação em São Paulo. Com 13.953 hectares, localizada nos municípios de Castilho, Paulicéia e São João do Pau d´Álho, a reserva tem surpreendido técnicos e pesquisadores pela diversidade de ambientes e de espécies da flora e fauna de ecossistemas úmidos que, em um passado não muito distante, caracterizava, além do Aguapeí, longos trechos dos rios Tietê, Peixe e Paraná.
A começar pela imponente presença do cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o maior cervídeo brasileiro, hoje criticamente ameaçado de extinção, em São Paulo, justamente pela supressão de seus habitats, caça e doenças provocadas pela presença de animais domésticos.
Em pouco tempo de pesquisa, outras surpresas se revelam para a ciência. A presença do gato-do-mato-preto-e-rajado e de nada menos, do que o maior felino da América, a onça-pintada (Phantera  onca), topo de espécie da cadeia alimentar; e ainda aves que já se consideram próximas da extinção, ou no mínimo bastante raras, em São Paulo, como pato-do-mato, mergulhão-caçador, curicaca, cabeça-seca, colhereiro, tuiuiú, tabuiaiá, anhuma e tachã.
Por reunir um conjunto de características que lembram o Pantanal mato-grossense, com fauna adaptada a ambientes úmidos como anfíbios e répteis e aves paludícolas e aquáticas, e estar conectada com o Parque Estadual do Aguapeí, a região é conhecida como Pantantal Paulista. À parte a lembrança com o pantanal mato-grossense, a RPPN e o Parque formam um conjunto de 23 mil hectares que resguardam amostras dos ecossistemas que outrora existiam nas desembocaduras dos rios paulistas que desaguavam no rio Paraná, com sua exuberante vegetação e fauna típicas de banhados e varjões. 
Entre outras, são espécies encontradas na RPPN onça-parda, jaguatirica, lobo-guará, anta, queixada, cateto, porco-espinho, veado-mateiro, bugio-preto, macaco-preto, jacaré-do-papo amarelo, gambá, teiú e capivara. 

 

RPPN Cisalpina

 

Compensação ambiental pela formação do lago da usina hidrelétrica Engº Sérgio Motta (Porto Primavera), a Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN Cisalpina, também conhecida como reserva das fazendas Flórida e Cisalpina, situa-se no município de Brasilândia, no Mato Grosso do Sul. Possui oficialmente 6 mil hectares mas a unidade protege 22 mil hectares de vegetação de transição entre várzeas e Cerrado, uma das principais amostras dessa paisagem do centro-oeste brasileiro.
A RPPN Cisalpina abriga fauna diversificada entre as quais se destacam a onça-pintada, a jaguatirica, a anta, a queixada, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, o bugio e o cervo-do-pantanal. Entre as aves já foram registradas cerca de duas dezenas de espécies como o macuco, o socó-boi, o mutum-de-penacho, o mergulhão-caçador, o gavião-belo, o gavião-caboclo e o gavião-pombo-grande, além de arara-canindé que utiliza os buritizais características da RPPN como local de abrigo, alimentação e reprodução.
A unidade tem Plano de Manejo e o seu reconhecimento como RPPN está em análise para homologação no Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e pelo órgão ambiental do Mato Grosso do Sul. Os ambientalistas propõem a ampliação norte da RPPN em várzeas já desapropriadas pela Cesp - e não atingidas com a formação do reservatório – que possibilite a implementação de corredores ecológicos nas reservas legais mantidas pelas indústrias de celulose e papel VCP e Internacional Paper, que estão instaladas no município de Três Lagoas.





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