José da Silva, um pescador contra a destruição


Orinho


José da Silva, um pescador contra a destruição

José da Silva, ao lado da inseparável dona Zilda


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José da Silva. Ou Melhor: José da Zilda, um ambientalista contra a pesca predatória

 
Uma das formas de deter a pesca predatória e a destruição dos nossos rios e da rica ictiofauna é a denúncia. Você pescador consciente, profissional ou esportivo, pode mudar está situação, não só pescando em obediência com as normas da legislação, mas denunciando os maus pescadores que vêm no pescado uma forma de lucro imediato que não tem compromisso com a ética, a solidariedade e a sustentabilidade para com as novas gerações. 
Uma das grandes vozes contra a pesca predatória é o do ex-pescador e agora ambientalista José da Silva, colaborador para assuntos de pesca do Ministério Público Estadual, em São Paulo, e da Procuradoria da República, em Presidente Prudente. Jovem pescador no passado – “cheguei a pescar pintado com 20 quilos” - José da Silva organizava grupos de pesca no rio Coxin exatamente nos períodos que os cardumes subiam a correnteza na época da desova. “Não havia legislação e a impressão que tínhamos era de que os peixes nunca iam acabar”, diz. “Hoje, em 15 dias de pesca no Coxim, não se pesca o que pegávamos numa rodada, em um só dia”, lembra o ambientalista. Segundo ele, o rio está totalmente assoreado, fora o fato de que os proprietários de terra que tinham lagoas fecharam a passagem de água nas cheias para aumentarem a quantidade de pasto para criação e engorda de gado.
Apaixonado pelo no rio Paraná, com a autoridade de quem conhece a fundo os segredos do rio, José da Silva, lembra com saudades do tempo em que o rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, durante os períodos de cheia, corria quilômetros paralelo ao rio Paraná, desde a altura do município de Bataguassu até o córrego Ariranha, praticamente formando um outro rio.
“Quando os rios voltavam ao normal, o Paranazão deixava de receber água da Lagoa do Simãozinho, até a garganta do rio Ariranha, que eram os criadouros  na margem do Mato Grosso do Sul, região fantástica pela riqueza de peixe e outras espécies da biodiversidade local”, relembra Silva.
Defensor da pesca esportiva, como forma de fomentar o turismo nos municípios e preservar as espécies nobres na bacia do rio Paraná, José da Silva, há anos, vem organizando os pescadores artesanais e as comunidades ribeirinhas na defesa da proibição temporária do uso da rede no lago de Porto Primavera. “O estabelecimento de cota de pescado, maior rigor na fiscalização dos frigoríficos pesqueiros, comércio e pontos de venda, reflorestamento das margens dos rios para proteção da fauna aquática e o cumprimento da legislação de pesca são outros pontos importantes”, ensina José da Zilda, um trocadilho dado pelos amigos associando o sobrenome ‘Silva’ com o nome da sua esposa, dona Zilda, companheira inarredável nas andanças do José sobre os crimes que se praticam contra os peixes. 
 





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